
O Espírito Santo concentra a maior parte da produção e da exportação brasileira de rochas naturais — cerca de 78,5% do valor exportado em 2025, segundo a Centrorochas. O país fechou 2025 com US$ 1,48 bilhão em exportações, alta de 17,5% sobre 2024, tendo os Estados Unidos como principal comprador.
Quem especifica pedra no Brasil trabalha com um material que boa parte do mundo importa daqui. Entender essa cadeia ajuda a avaliar preço, disponibilidade e por que certos materiais somem do mercado.
Os números de 2025
O setor brasileiro de rochas naturais fechou 2025 com o melhor resultado de sua história: US$ 1,48 bilhão em exportações, crescimento de 17,5% em faturamento sobre 2024, segundo dados da Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais).
Os Estados Unidos são o principal destino, com folga sobre China e México. É uma concentração que torna o setor sensível ao mercado imobiliário norte-americano.
A concentração capixaba
O Espírito Santo respondeu por aproximadamente 78,5% do valor exportado pelo país em 2025 — cerca de US$ 1,2 bilhão. A região de Cachoeiro de Itapemirim é o principal polo, concentrando extração, beneficiamento e logística.
Essa concentração explica um fenômeno prático: eventos climáticos ou logísticos naquela região afetam a disponibilidade nacional de material em poucas semanas.
O mapa por tipo de material
A geologia distribuiu os materiais de forma bastante definida:
- Espírito Santo — granitos, mármores e a maior parte dos quartzitos comerciais; o polo de beneficiamento do país
- Minas Gerais — quartzitos, ardósias e pedras de revestimento; forte em material de piso
- Bahia — granitos, incluindo variedades escuras de destaque
- Ceará e Rio Grande do Norte — granitos claros e materiais de exportação
- Paraíba e Pernambuco — granitos com padrões singulares
Por que material brasileiro sai daqui e volta caro
Uma situação frequente: um granito extraído no Espírito Santo é exportado em bloco, beneficiado no exterior e reimportado como produto acabado, com nome comercial estrangeiro.
Quando isso acontece, o comprador paga o material duas vezes em frete e uma vez em margem externa. A alternativa é comprar de distribuidores que trabalham com bloco nacional beneficiado no país — mesmo material, cadeia mais curta.


